sábado, 20 de junho de 2015

Lixeira: esse não é o fim do túnel

     A população urbana pouco sabe dos problemas ambientais que enfrentamos diariamente, já que sua realidade impede que esteja a par destes, a famosa frase que somos ensinados desde a infância “lugar de lixo é no lixo”, reflete bem a nossa situação, somos incentivados a acreditar que o ciclo de vida de nossos resíduos termina na lata de lixo, ou seja, os detritos que produzimos todos os dias desaparecem magicamente assim como os dejetos que somem do vaso sanitário. Devido à falta de informação, que deveria ser propagada nas escolas, pessoas que vivem em grandes metrópoles, como a cidade de São Paulo, não se dão conta de seus erros e continuam agindo de forma insensata, já que não incentivados a mudança.
     O aumento progressivo de produção de lixo é causado pelas mazelas do consumismo, que como já dito anteriormente, leva as pessoas a uma busca incessante pelo consumo, ocasionando também o crescimento do número de escória industrial. Será preciso que aconteça uma crise para que haja a conscientização dos cidadãos? Para evitar que tal transtorno suceda, esteja ciente do que acontece em sua volta. Você deve estar se perguntando, o que acontece com o seu lixo? Depois da coleta, eles são transportados até uma estação de transbordo, são despejados em grandes carretas, que os levam normalmente para aterros e lixões, embora hajam outros meios de descarte.
     Umas das alternativas mais usadas são os aterros convencionais, os famosos lixões, o método lá utilizado consiste em despejar toda a carga dos caminhões da estação de transbordo em um grande terreno. O lixo fica exposto a céu aberto, este produz uma substância viscosa, o chorume, que contamina o solo e águas superficiais e subterrâneas, bem como rios, lagos, córregos ou lençóis freáticos. Essas águas poluídas podem ser usadas para a irrigação de alimentos agrícolas da região, afetando animais e seres humanos.
     Os aterros sanitários são uma espécie de deposito, onde os resíduos sólidos são soterrados, em diversas camadas. Mesmo que em alguns haja a preparação do solo com uma camada impermeável, para que empeça o vazamento de chorume, é necessária uma intensa fiscalização, pois essa prática gera grande quantidade de gases poluentes, tais como metano e gás carbônico, que contribuem com o agravamento do aquecimento global.


- Esse texto foi construído com base nos cadernos de Educação Ambiental divulgados pela Secretaria de Estado e de Meio Ambiente na cidade de São Paulo

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