quarta-feira, 22 de julho de 2015

O efeito das mudanças climáticas a longo prazo

 Cerca de 55% da radiação solar é impedida de entrar na Terra pela camada de ozônio, a outra parte que ultrapassa a barreira, um pouco é absorvido pelo planeta e o resto é refletido novamente e a camada de ozônio impede que ela saia mantendo-a no entre a superfície terrestre e a camada. Esse processo é chamado de efeito estufa, sem ele não haveria vida no nosso planeta, muito menos, a biodiversidade que conhecemos atualmente. Porém, desde a primeira Revolução Industrial a queima de combustíveis fósseis como o petróleo e o carvão aumentaram a liberação de gases estufas na atmosfera, como o gás carbônico (C02) (maior causador do efeito estufa), que tem a capacidade de captar e estocar a radiação solar, desta forma há o aprisionamento do calor que deveria ser dispersado e consequentemente, o aumento da temperatura, chamada de aquecimento global. Também podemos citar como gás estufa o metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e os CFC (clorofluorcarbono).  O nível de CO2 na atmosfera na era pré- industrial era 30% menor do que é hoje e a temperatura do planeta aumentou 0,7°C. O Estados Unidos é o maior emissor de gás carbônico no mundo, um dado interessante é que o Brasil é responsável por apenas 1% da emissão industrial mundial, mas se incluirmos o desmatamento da Amazônia na conta, o nosso país se torna o 4° maior.
  Se esse processo continuar acontecendo a resposta da natureza será devastadora, no documentário "MUDANÇAS DO CLIMA, MUDANÇAS DE VIDA" é possível perceber que isto já está acontecendo, inclusive nas várias regiões Brasileiras: o sertão do Nordeste brasileiro é muito vulnerável por ser uma área semiárida de baixa umidade. A destruição da caatinga para dar espaço à pecuária, agricultura e mineração pode aumentar o processo de desertificação, a temperatura e a falta d'água, afetando não só a biodiversidade local, como a vida dos moradores da região. O Furacão Catarina é um símbolo das mudanças climáticas, em março de 2004, o Atlântico Sul, considerado tranquilo em relação aos furacões, foi atingido pela primeira vez por um evento deste porte que danificou 32.000 casas, desabrigou 130.000 pessoas, deixou 150 feridos e 11 mortos. A região sul Brasileira também sofre com extremos, meses com muita chuva e temperaturas altas e outros com uma seca enorme e temperaturas mais frias, atingindo a agricultura e a distribuição de alimentação por todo país. Até a Bacia Hidrográfica Amazônica, a maior do mundo sofreu uma forte seca em 2005 e tudo indica que a culpa é dos incêndios e desmatamentos na Amazônia.
Cientistas acreditam que se as emissões continuarem tão altas estima-se que a temperatura aumente até 5°C e os efeitos disso seriam devastadores.
  A solução é a utilização de energia renovável como a eólica e a solar, biocombustíveis, investimento e vontade política para reduzir as emissões e desmatamentos, além da conscientização e adaptação ao que já vem acontecendo.
Para saber mais assista ao documentário citado no post e veja como você pode contribuir para ajudar. 

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